História

Teatro Armando Gonzaga foi inaugurado em 19 de abril de 1954. Pertence à Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, - FUNARJ - órgão da Secretaria de Estado de Cultura e Esporte, tendo como atual diretor o Prof. Locatelli de Barros. Foi projetado por Afonso Eduardo Reidy, o mesmo arquiteto dos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de São Paulo e do Aterro do Flamengo.
Sobre a escolha do nome do teatro, R. Magalhães Junior escreveu:
Através do Secretário de Educação e Cultura da Municipalidade, professor Benjamin Albagli, teve o prefeito do Distrito Federal, Sr. Negrão de Lima, a gentileza de consultar o presidente da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais sobre a denominação a ser dada ao teatro construído em Marechal Hermes [...] O prefeito, querendo prestar uma homenagem aos autores nacionais, pediu que fosse indicado um nome de um dos nossos dramaturgos. E o presidente da SBAT que é quem assina esta coluna, sugeriu o nome de Armando Gonzaga, desaparecido no ano de 1953. Foi ele, além de comediógrafo dos mais brilhantes, um jornalista inteligente e culto, a quem conheci na redação de "A Noite", assinando crônicas humorísticas, como substituto de Viriato Correia, e depois como primeiro diretor de "A Noite Ilustrada". Era, porém, antes de tudo um homem de teatro, com a paixão mais ardente por esse gênero literário tão dificil e tão injustamente menosprezado. Confessou-me, muitas vezes, que Georges Courteline era o seu breviário, o seu modelo, e nutria a esperança de que os críticos futuros colocariam o autor de 'Boubouroche' e de 'Le Commissaire est Sans Pitié' ao lado de Molière, de quem descendia espiritualmente. Era, dizia Armando Gonzaga, o Molière da idade burguesa sem marqueses e sem preciosas, mas com muitos ridículos também.
Homem sem pretensões, escrevendo peças de teatro para dar natural expansão à sua veia humorística deixou-nos êle algumas das melhores comédias brasileiras, pela solidez da estrutura, pela graça das situações e do diálogo, como pelo fiel retrato da vida carioca - não a dos grandes salões, mas a da classe média dos funcionários, dos pequenos homens de negócio, dos seres condenados a uma irremediável mediocridade. Suas peças encontraram criadores em Leopoldo Fróes, Procópio Ferreira, Jaime Costa e Mesquitinha, êste o criador da tragi-comédia 'O homem do fraque preto'. E conheceram os aplausos quer do público, quer da crítica, outrora menos intransigente do que hoje e animada de boas intenções para com os autores nacionais, sem os quais não pode haver um teatro realmente nacional. Armando Gonzaga conheceu o êxito mais significativo quando Leopoldo Fróes, em excursão à Argentina deu em Buenos Aires algumas de suas comédias, tôdas muito apreciadas ainda que em nosso idioma. Entre as suas obras, que ascendem a mais de 50, figuram as popularíssimas comédias 'O Ministro do Supremo', 'O Amigo da Paz', 'Cala a Boca Etelvina!', 'A Descoberta da América', 'A Flor dos Maridos', 'O Hóspede do Quarto número 2', etc. Quando se fizer a história do nosso teatro,[...] Armando Gonzaga crescerá na consideração geral. Porque então todos reconhecerão que êle foi um continuador das melhores tradições do nosso teatro, as que, vindas de Martins Pena, Alencar e Macedo, prosseguiram com Pinheiro Guimarães, França Júnior, Artur Azevedo e outros, para chegar, finalmente, a Claudio de Souza, Viriato Correia, Gastão Tojeiro, Oduvaldo Viana, Gonzaga e os que, hoje, como Henrique Pongetti, Joraci Camargo e Abílio Pereira de Almeida, se aplicam a refletir a vida brasileira.
Em 06/10/85, foi inaugurado o "Ballet Galina Ulanova do Teatro Armando Gonzaga", que conforme depoimento do administrador Sr. João Rachidi,foi por diversas vezes premiado. O "Ballet" é dirigido pela Profª e Maitre de Ballet Marta Rocha.
Em 28/06/89, foi tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural).
Em 19/04/96, foi inaugurado por iniciativa conjunta da Escola de Música Villa-Lobos e do Teatro Armando Gonzaga o "Núcleo Avançado do Teatro Armando Gonzaga" destinado a dar formação técnica suficiente para aqueles que desejarem continuar seus estudos musicais em nível mais aprofundado.

Notícias
(TV Globo) RJ-TV em julho de 97.
"Desde abril de 1996, a Secretaria de Planejamento do Estado vem desenvolvendo um projeto de reforma, que deveria ser concluido 4 meses mais tarde, onde estão previstas reforma de Instalação Elétrica, Telhado, Palco, Cortinas e Poltronas.
Até agora apenas a troca das telhas está pronta e metade do tablado foi colocado.
É a única opção de lazer de Marechal Hermes.
Conforme declaração do Diretor do Teatro Prof. Locatelli de Barros, não há uma previsão de liberação do empenho no valor de R$218 mil, de modo a concluir o projeto".

Segundo informação obtida por telefone em 06/11/97, com o Técnico de Apoio Gerencial do Teatro, Sr. João Rachidi, "desde agosto de 1997, os servidores, cenógrafos e carpinteiros, com recursos provenientes de doações, restauraram o palco, pano, bambolinas, rotunda, pano de boca, parte elétrica, pintura e afinação do palco".
Ainda há muito por fazer, como mostra a foto do teatro em 01/11/97.
Em 15/10/97, a SEPLAN, através da EMOP, iniciou nova fase de obras, com término previsto para 15/12/97, quando é esperada a conclusão dos trabalhos de reformas interna e externa, com reabertura oficial do teatro.

Teatro Armando Gonzaga

Avenida General Oswaldo Cordeiro de Farias, 511
Marechal Hermes - Rio de Janeiro- CEP: 21.610-480
Tel.: (21) 3350-6733


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